terça-feira, 18 de outubro de 2011

grecia greve contra os culpados pela dívidas

ATENAS (Reuters) - Os navios gregos estavam ancorados e o lixo apodrecia nas ruas de Atenas nesta terça-feira, à medida que trabalhadores tentavam realizar a "mãe de todas as greves", visando parar o país em protesto contra o novo pacote de aumentos de impostos e cortes de salários.

Sindicatos representando cerca de metade da força de trabalho grega de 4 milhões de pessoas convocaram uma greve geral de 48 horas para quarta e quinta-feira, em protesto ao pacote de austeridade que será votado no Parlamento nesta semana.

Uma onda de greves menores nos últimos dias, de grupos como lixeiros, trabalhadores tributários, jornalistas e trabalhadores navais, deu uma prévia sobre o protesto programado, que deverá culminar em uma manifestação na frente do Parlamento.

O protesto, apelidado de "a mãe de todas as greves" pelo jornal Ta Nea, deve ser o maior desde o início da crise financeira dois anos atrás.

O primeiro-ministro, George Papandreou, pede unidade, dizendo que o pacote precisa ser aprovado para permitir que a Grécia saia da crise.

"A nação está em um momento crucial, e temos de estar unidos. Nessa batalha, precisamos de todos", disse ele.

Ferroviários e jornalistas fazem onda de greve na Grécia

Por Gabriel Bueno

Os ferroviários e jornalistas da Grécia se uniram hoje a uma onda de greves na Grécia contra as medidas de austeridade anunciadas recentemente pelo governo. Há também uma paralisação nos ferries nos portos pelo segundo dia seguido. Além disso, há montanhas de lixo não coletado pelo 17º dia seguido em várias cidades do país.

Entre os trabalhadores de braços cruzados há ainda advogados e funcionários da Receita. Funcionários públicos ocupam os prédios dos ministérios das Finanças e do Trabalho.

A Grécia anunciou medidas para equilibrar mais seu orçamento. O Parlamento deve discutir o tema durante três dias de debates e a lei com essas medidas deve ser votada na quinta-feira, segundo um funcionário do Legislativo. A aprovação dessa lei é um pré-requisito para o recebimento da próxima parcela da ajuda de 110 bilhões de euros dada ao país no ano passado. Sem a parcela de 8 bilhões de euros, o governo diz que ficará sem dinheiro em meados de novembro.

Amanhã, as duas maiores centrais sindicais - GSEE, do setor privado, e Adedy, do público - convocaram uma greve geral de 48 horas contra as medidas, que deve paralisar o país.

Em um sinal da divisão dentro do governista Partido Socialista, um parlamentar renunciou a sua cadeira na segunda-feira, em protesto contra as medidas de austeridade. Isso não deve, porém, alterar a maioria oficial de 154 dos 300 postos do Parlamento, já que a vaga será preenchida pelo mesmo partido. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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