segunda-feira, 9 de maio de 2011

mergulhado na CRISE de funcionários fantasmas


Há três meses, a Assembleia Legislativa do Pará está mergulhada em uma das maiores crises de sua história. Desde que vieram à tona as denúncias de fraudes no setor de pessoal da casa, uma sucessão de denúncias têm surpreendido os paraenses e desgastado ainda mais a imagem dos políticos do Estado. Não é para menos. A AL está sob investigação do Ministério Público Estadual, da Polícia Civil, da Receita Federal e do Ministério Público Federal.

Entre as denúncias, a contratação de servidores fantasmas, inclusão de gratificações fictícias e suspeitas envolvendo a contratação de obras e serviços. Em um Estado pobre como o Pará, a fartura de dinheiro desviado tem provocado indignação.

“ As pessoas estão acompanhando. Esse é um tema em debate”, diz o deputado petista Airton Faleiro sobre as fraudes. Ele conta que nas viagens ao interior e nos eventos de que participa em Belém, o questionamento que mais ouve é se as investigações vão ter algum resultado. “Há uma grande dúvida sobre se vai ter punições. As pessoas querem saber se há deputados envolvidos e por eu ser do PT, muita gente vem perguntar se há petistas envolvidos”, conta Faleiro, afirmando que, embora não tenha sido hostilizado pelos eleitores sente que há “um desgaste do poder legislativo paraense”.

Questão : quando é para aprovar direitos dos trabalhadores estaduais é um sacrificio, quando é para encobrir a corrupção e a criação de funcionários fantasmas deixam cair no esquecimento, é necessário criar a CPI para os corruptos pagarem o que devem do desvio fácil facilitado por lideres parlamentares.

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O fotógrafo holandês Jan Banning retratou o ambiente em que trabalham funcionários públicos de oito países no livro Bureaucratics. Durante cinco anos, ele registrou funcionários públicos na China, Estados Unidos, Libéria, Bolívia, França, Índia, Rússia e Iêmen.


Para Banning, as imagens são representativas da organização dos países em que foram feitas e mostram como cada Estado se apresenta a seus cidadãos.
Estes escritórios são, por um lado, a vitrine do Estado, mas também são o lugar onde o indivíduo comum passa grande parte do seu tempo", disse ele à BBC Brasil.


A ideia do projeto, segundo ele, surgiu ao ser convidado para fotografar ações de descentralização da administração em Moçambique, para um artigo sobre a ajuda para o desenvolvimento do país, que seria publicado em uma revista holandesa.

"No fim das contas, o artigo foi reduzido a uma página e eles decidiram publicar oito páginas de fotografias", contou.
As imagens de Moçambique não entraram no projeto final por serem em preto e branco, mas inspiraram a ideia de fotografar outros funcionários do governo no mundo.

Autorizações

O fotógrafo diz que os países que fazem parte do projeto foram escolhidos "pelo conteúdo, e não só porque nos dariam fotos pitorescas".

"Os Estados Unidos entraram porque são uma superpotência; a Índia, porque é a maior democracia do mundo; a China, por ser o maior país socialista; a Bolívia, por ser o país com maior percentual de índios na América Latina. Cada um desses países representa uma ideia política maior."
Em dois outros países, no entanto, Banning não conseguiu permissão para fotografar. Ele havia escolhido Cuba e o Vaticano, que acabaram ficando fora do livro.
"Foi difícil conseguir autorização para as fotos em todos os países, foi horrível. Primeiro, porque não sabiam dizer como conseguir as autorizações, já que ninguém fotografa a burocracia", disse.

"O importante era mostrar a burocracia em seu habitat natural. Por isso, era preciso negociar com cada indivíduo e com os diretores de cada departamento, o que significou ter que marcar horários, etc."
Banning contou ainda que as diferenças entre o funcionamento da máquina estatal são perceptíveis entre os países.
"Em alguns deles, como na França, encontrei uma burocracia que, de certo modo, funcionava, mesmo que as pessoas tivessem que esperar bastante. Em outros, como no Iêmen, parecia que eles tinham a estrutura, mas não o conteúdo. Havia mesa e cadeiras, mas as pessoas eram como atores, representando um papel de funcionário."

"É como se todo Estado respeitável precisasse de uma burocracia. Em alguns países ela está fazendo um trabalho. Em outros, só parte das pessoas está fazendo o trabalho, as outras são quase como uma decoração", concluiu.
O novo projeto de Jan Banning também está ligado ao poder do Estado e às relações dele com os cidadãos. Dessa vez, concentrado no sistema Judiciário.
O livro Bureaucratics custa US$ 60s (cerca de R$ 98) e pode ser comprado pelo site da editora americana Nazraeli Press ou pelo site do próprio fotógrafo.
As imagens estão em exibição nos Estados Unidos e na Europa. Entre junho e agosto, estarão em San Juan, na Argentina e, em seguida, na cidade de Nequen, na Patagônia

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