quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Zenaldo anuncia programa de contenção de gastos

`E destes programas que o psdb gosta e vai começar a aplicar par terceirizar a prefeitura de Belém.]

O prefeito eleito de Belém Zenaldo Coutinho (PSDB) anunciou ontem que tão logo assuma o mandato em 1º de janeiro, dará início a um rigoroso programa de contenção de gastos. A meta é reduzir o custeio da máquina (despesas com água, luz, telefone e combustível) em 20%.
O corte vai atingir também cargos em comissão - os chamados DAS - que devem ter redução de 30%. Zenaldo comunicou também que fará uma revisão de contratos com fornecedores e prestadores de serviço ao município de Belém. “Dependendo do tipo de contrato, vamos buscar uma redução que deve variar de 5% a 25%”, disse o prefeito eleito, afirmando que a situação das contas públicas continua sendo uma preocupação.
“Temos tido notícias que nos preocupam, mas já estou na fase de aguardar o dia 1º para confirmar o que existe e o que não existe para poder, inclusive, ao final de janeiro, publicar um relatório sobre a situação do município”, disse. Zenaldo falou com a imprensa no Hangar-Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, minutos antes da cerimônia de diplomação dos eleitos em Belém no pleito deste ano.
O evento, organizado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), foi comandado pela presidente da Junta Apuradora da capital, juíza Maria das Graças Alfaia Fonseca e reuniu cerca de 600 pessoas, a maioria, parentes dos eleitos.
O clima era de festa. Zenaldo estava acompanhado da mulher, Rosário, e das filhas, Camila e Beatriz. Único diplomado a discursar, o prefeito eleito fez um apelo para que Executivo e Legislativo se unam em defesa de políticas públicas que melhorem a cidade. “Que as nossas diferenças não sejam usadas para contrariar o desejo dos habitantes que querem uma cidade melhor”.
Zenaldo lembrou que em 2016, a capital paraense completará 400 anos e conclamou os vereadores a trabalharem para que, nos próximos três anos, sejam executadas ações para que haja, nessa dada, reais motivos para comemoração.
Apesar de anunciar que a ordem é apertar o cinto, Zenaldo reafirmou que no início do mandato fará um trabalho de limpeza pública. A meta é intensificar a coleta regular e limpeza dos canais, preparando a cidade para o período mais chuvoso, que ocorre justamente no primeiro trimestre do ano.
Para isso, o prefeito eleito deve chamar as empresas que prestam serviços na área do saneamento para elaborar o plano emergencial. Na saúde, outra área prioritária, a meta é dobrar o número de médicos no Saúde da Família, ainda em janeiro, e aumentar a oferta de medicamentos.

AÇÃO
Outra ação dos primeiros dias será a implantação do Pró-Paz municipal. O orçamento inicial é de R$ 1,5 milhão e a primeira unidade será implantada no bairro do Jurunas. “Mas esse valor vai ser ampliado”, garantiu Zenaldo, afirmando que nas comemorações do aniversário de Belém devem ser anunciadas as primeiras parcerias entre Estado e município. Até agora, o prefeito eleito já anunciou apenas cinco nomes da futura equipe de governo. Ontem, ele informou que os anúncios estão suspensos. Outros nomes só serão oficialmente conhecidos no dia da posse.
No discurso de encerramento da cerimônia, a juíza Maria das Graças pediu que os eleitos usem o mandato em benefício dos eleitores. A cerimônia contou com a presença, dentre outros, do presidente do TRE, Ricardo Nunes. O governador Simão Jatene foi representado pelo secretário Especial, de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à produção Sidney Rosa. 

ALGUMAS MEDIDAS DE CONTENÇÃO
-Reduzir o custeio da máquina (despesas com água, luz, telefone, combustível) em 20%.
- O corte vai atingir também cargos em comissão - os chamados DAS -, que devem ter redução de 30%.

LIMPEZA E SAÚDE
Zenaldo reafirmou que no início do mandato fará um trabalho de limpeza pública. A meta é intensificar a coleta regular e limpeza dos canais.

- Na saúde, a meta é dobrar o número de médicos no Saúde da Família, ainda em janeiro.

Vereadores eleitos também são diplomados

Além do prefeito eleito, Zenaldo Coutinho e da vice, Karla Martins, foram diplomados ontem os 35 vereadores eleitos para a Câmara Municipal de Belém (CMB) e os respectivos suplentes. Apenas Meg Barros não compareceu. Foi representada pela presidente do PSol, Araceli Lemos. Entre os diplomados, nomes experientes da política paraense e um grupo de estreantes. Um dos mais jovens vereadores, Igor Normando, afirmou que está confiante com as novas responsabilidades. “O sentimento é de entusiasmo, de vontade de trabalhar para tirar a Câmara de Vereadores da inércia”, disse.
A posse dos vereadores também será no dia 1º de janeiro e a primeira missão deles será a escolha do próximo presidente da casa, que cumprirá mandato de dois anos. A disputa já está nas ruas. O candidato de Zenaldo é o vereador Paulo Queiroz (PSDB). A oposição aposta suas fichas em Zeca Pirão (PMDB), que já presidiu a CMB. Os dois estão em plena campanha e dizem ser remota as chances de uma composição que leve à chapa única. “Essa disputa é salutar”, disse Zeca Pirão, que informa já estar conversando com os vereadores. Queiroz afirmou que as conversas começaram há cerca de 20 dias. O próprio Zenaldo estaria empenhado na campanha. Marinor Brito, do Psol, também poderá se lançar candidata.
Com a posse dos vereadores diplomados ontem, a CMB passará por uma renovação de quase 58%.
Das 35 cadeiras, 15 serão ocupadas por reeleitos. Vinte vereadores vão assumir o cargo pela primeira vez ou voltarão à casa após um período fora do Legislativo municipal. PSol e PMDB terão as maiores bancadas: quatro vereadores cada. PSTU, PSDC, PT do B, PHS e PSC, que não tinham representantes, passarão a ter uma cadeira na CMB.

Prefeito eleito fala de ações para a orla

O prefeito eleito de Belém, Zenaldo Coutinho informou, no programa Argumento, da RBATV, ontem à noite, que está planejando transferir as manifestações carnavalescas para a orla da avenida Bernardo Sayão, cuja obra foi inaugurada recentemente.
Ele disse que já começou a conversar com as entidades que realizam o carnaval na Cidade Velha e que a orla tem um apelo amazônico, por isso poderá ser aproveitada melhor para as manifestações culturais como o carnaval. Também será construído na orla da Bernardo Sayão um teatro municipal, cujo projeto ele anunciou que já solicitou ao arquiteto Paulo Chaves, atual secretário estadual de Cultura.
Ao jornalista Mauro Bonna, apresentador do programa, Zenaldo Coutinho rebateu informações de que não chamou os partidos políticos para tratar da administração municipal. “Há um equívoco, já chamei vários partidos e estou conversando. Ouço todo mundo que me sugere ações e vou fazer o possível para contemplar a todos que queiram contribuir no projeto coletivo para a cidade”, assegurou.
A intenção do prefeito quando assumir dia 1º de janeiro será ampliar a base governista na Câmara Municipal de Belém (CMB). Também informou que pretende aumentar o apoio ao vereador Paulo Queiroz (PSDB) na eleição para presidente do Legislativo municipal. “Não queremos apenas a vitória, mas uma relação harmoniosa entre Executivo e Legislativo municipal”

Justiça volta à rotina com metas a cumprir este ano

Entre os resultados a serem alcançados estão julgamentos de casos de corrupção

06/01/2013 - 08:00 - Pará
Os tribunais do Pará retomarão amanhã(07/01/2013) as suas atividades com um grande desafio a ser cumprido ao longo do ano: zerar o estoque de processos de improbidade administrativa e de crimes contra a administração pública, como corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, que chegaram ao Judiciário até 31 de dezembro de 2011.
A meta foi estabelecida ainda no ano passado, durante o Encontro Nacional do Poder Judiciário, em Aracaju, que reuniu representantes de todos os ramos do Judiciário. Na ocasião, também foi aprovada a realização de parcerias entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tribunais de Justiça, federais, regionais eleitorais e tribunais de contas, para o aperfeiçoamento e a alimentação do Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativa.
No Pará, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE) tem até o dia 20 para informar à Corregedoria Nacional de Justiça a quantidade de processos por improbidade administrativa contra autoridades com foro privilegiado que estão em tramitação, o número de apelações julgadas desde 2010 e as ações que estão sem nenhuma movimentação há mais de 90 dias. Vamos ver se acontecer.

Senador João Ribeiro e acusado pela morte de Dorothy Stang estão na nova "lista suja"

Divulgada pelo governo federal, atualização da relação de infratores traz 25 novos empregadores. Eles terão restrições no acesso ao crédito e poderão perder clientes por se beneficiarem de mão-de-obra escrava
Por Leonardo Sakamoto
Trabalhador libertado em Goianésia (PA); "lista suja" é um dos principais instrumentos para no  combate ao trabalho escravo
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou, nesta terça-feira (1), a atualização do cadastro de empregadores comprovadamente flagrados com trabalho escravo - conhecido como a "lista suja". Foram incluídas 25 pessoas físicas e empresas que utilizaram desse tipo de mão-de-obra em suas propriedades. Entre elas, o senador João Ribeiro (PL-TO), Vitalmiro Bastos de Moura (acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang), além de empresas que fornecem para indústrias de aço e de produtos de higiene. Com essa atualização, a lista conta agora com um total de 178 nomes, incluindo os que estão excluídos provisoriamente por decisão judicial.
A maioria dos estados com propriedades listadas estão no arco do desflorestemento, onde a Amazônia é comida diariamente pela expansão agropecuária. Descontados os nomes suspensos por ordem judicial, estão assim divididos os empregadores da "lista suja": Pará (69), Tocantins (27), Maranhão (19), Mato Grosso (18) e Rondônia (4). Também estão estados em que a fronteira agrícola avança sobre o Cerrado, como a Bahia (6), o Piauí (2) e novamente o Tocantins e o Maranhão. Completam a lista Minas Gerais (2), Rio Grande do Norte (1) e São Paulo (1).
Essas propriedades têm como ramos de atividades a pecuária (tanto a criação de gado para a corte, quanto a reprodução de matrizes), o cultivo de soja, algodão, café, cana-de-açúcar, a produção de carvão vegetal, entre outros produtos. O perfil da maioria é de grandes áreas monocultoras que produzem para a exportação ou para a indústria nacional.
Segundo as regras da portaria que regulamenta a "lista suja", o nome do infrator entra na relação após o final de um processo administrativo criado pelos autos da equipe de fiscalização que libertou os trabalhadores. A exclusão, por sua vez, depende do seu monitoramento pelo período de dois anos. Se após esse tempo não houver reincidência no crime, forem pagas todas as multas resultantes da ação de fiscalização, garantidas condições dignas de trabalho e quitadas as pendências trabalhistas e previdenciárias, o nome será retirado. A atualização é divulgada semestralmente desde novembro de 2003.
O monitoramento leva em conta acompanhamento in loco, além de informações fornecidas por órgão governamentais e entidades da sociedade civil. Nesta nova edição, 38 empregadores rurais deixariam a "lista suja" por terem entrado há dois anos. Contudo apenas 12 saíram, pois o restante não quitou as multas impostas ou reincidiu no crime. Além disso, o tempo que um empregador permanece suspenso por liminar conseguida na Justiça é acrescido ao prazo de dois anos quando ele volta à lista.
O senador e o mandante
João Ribeiro (PL-TO) é mais um político que entra para a "lista suja". Fará companhia ao ex-prefeito de Unaí (MG), José Braz da Silva. O também ex-prefeito do município de Santos (SP), Beto Mansur (PP), estava na relação mas conseguiu ter o nome excluído provisioriamente devido a uma liminar judicial. O deputado federal Inocêncio de Oliveira (PL-PE) saiu da "lista suja" em novembro do ano passado, quando completou o prazo de dois anos. Ele vendeu a fazenda no Maranhão, onde houve escravos libertados. 
Em janeiro deste ano, o senador João Ribeiro foi condenado pelos desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho do Pará a pagar uma indenização de R$ 76 mil por danos morais coletivos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Trabalho, Ribeiro manteve 38 pessoas em condições análogas à de escravo em sua fazenda Ouro Verde, no município de Piçarra, no Sul do Pará. No acórdão da decisão, os desembargadores diminuíram a indenização de R$ 760 mil (decidida na primeira instância) para R$ 76 mil. Ribeiro entrou com recurso contra a decisão.asdadsadasdasdas
De acordo com Humberto Célio Pereira, coordenador da ação que libertou as 38 pessoas, a situação de moradia e saneamento eram extremamente degradantes. "Eles eram obrigados a comprar na própria fazenda equipamentos de trabalho e proteção, como botina, chapéu e luva [que pela lei devem ser fornecidos sem custo pelo empregador], além de terem seus documentos retidos, caracterizando condições análogas a de escravidão."
No acórdão, apesar das evidências apresentadas, os desembargadores não caracterizaram a existência de trabalho escravo na fazenda do senador e listam uma série de condições que configurariam trabalho degradante. O Ministério Público do Trabalho também apelou da decisão. "Para efeitos penais, as condições degradantes de trabalho hoje se equiparam a trabalho em condições análogas a de escravo, conforme o artigo 149 do código penal", afirmou, na época, o procurador do Ministério Público do Trabalho, Lóris Rocha Pereira.
Além desse processo trabalhista, João Ribeiro foi denunciado, em junho de 2004, pelo então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, ao Supremo Tribunal Federal pelos crimes de redução de pessoas à condição análoga a de escravo, negação de direitos trabalhistas e aliciamento de trabalhadores. Juntas, as penas por esses crimes podem somar de quatro a treze anos de prisão. Há também a possibilidade de cassação do senador por quebra de decoro parlamentar. Na sua denúncia Fonteles afirmou que, "a repugnante e arcaica forma de escravidão por dívidas foi o meio empregado pelos denunciados para impedir os trabalhadores de se desligarem do serviço". Denunciado criminalmente junto com João Ribeiro, o administrador da fazenda Ouro Verde, Osvaldo Brito Filho, recebia também salário do governo do Estado do Tocantins, onde era registrado como assessor especial da Secretaria de Governo.
Vitalmiro Bastos de Moura, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da missionária Dorothy Stang em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu (PA), também entrou para a "lista suja". Em uma operação de fiscalização realizada entre os meses de junho e julho de 2004, a Delegacia Regional do Trabalho do Pará libertou 20 pessoas escravizadas na fazenda Rio Verde, também em Anapu, de propriedade de Bida - como Vitalmiro é conhecido.
A morte da religiosa norte-americana naturalizada brasileira, que defendia as pequenas comunidades rurais nessa região da rodovia Transamazônica, ganhou repercussão internacional. Na época, como resposta, o governo federal enviou tropas do Exército ao Pará e divulgou medidas para conter o desmatamento, a grilagem de terras e a violência no campo. Em um exemplo de como a Justiça opera com pesos e medidas diferentes, o pistoleiro Clodoaldo Carlos Batista, executor do plano, já foi condenado a 17 anos de prisão. Enquanto isso, Bida continua preso aguardando julgamento e Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, outro acusado de ser mandante do crime, foi beneficiado com uma liminar do Supremo Tribunal Federal em junho e vai aguardar o seu julgamento em liberdade. As ações para evitar o assassinato de lideranças, colonos e camponeses na Amazônia, divulgadas pelo governo e registradas pelas câmeras de TVs de todo o mundo após a morte de Dorothy, não surtem, hoje, o efeito desejado. Trabalhadores rurais e lideranças anônimos continuam morrendo na fronteira agrícola. 
Agronegócio
O Estado de São Paulo, centro do agronegócio brasileiro, foi incluído pela primeira vez na "lista suja" por causa da Rezil Extração, Comércio e Exportação Ltda. Em julho de 2002, 76 pessoas em situação análoga à de escravo foram retiradas da propriedade da empresa no município de Iaras. A fiscalização encontrou, inclusive, trabalhadores com mãos feridas devido à utilização de ácido sulfúrico para a extração de resina de árvores - ramo de atividade da empresa.
Outro nome conhecido que se junta à relação é a Tobasa - Bioindustrial de Babaçu S.A., inserida na "lista suja" devido a uma libertação de 174 pessoas ocorrida na região do Bico do Papagaio (norte do Tocantins) em dezembro de 2004. De acordo com Humberto Célio Pereira, coordenador da ação de fiscalização, os trabalhadores atuavam na colheita de babaçu para a empresa, sediada no município de Tocantinópolis. A Tobasa produz óleo e álcool de babaçu, carvão ativado, torta de babaçu e endocarpo (utilizado como substituto de carvão vegetal comum em churrasqueiras). Fabrica seu próprio sabão de coco e vende óleo de babaçu para a Gessy-Lever, Colgate, Química Amparo (que produz o sabão Ypê) e Minuano (marca pertencente ao grupo Friboi).
Produtoras de ferro-gusa, matéria-prima para o aço, as siderúrgicas Cofergusa - Indústria e Comércio de Ferro Gusa União Ltda, na Bahia, e Simasa - Siderúrgica do Maranhão S.A, propriedade do Grupo Queiroz Galvão, no Maranhão, também entraram para a lista. Três trabalhadores escravos foram libertados quando produziam carvão vegetal para a Cofergusa, enquanto 57 estavam em carvoarias que abasteciam a Simasa. Elas se juntam à Viena Siderúrgica, que já se encontrava na lista.

Repressão econômica
De acordo Patrícia Audi, coordenadora nacional do projeto de combate ao trabalho escravo da Organização Internacional do Trabalho, a "lista suja" é um dos mais importantes e eficazes instrumentos para a erradicação da escravidão no Brasil, pois atinge economicamente os negócios que utilizam esse tipo de mão-de-obra. Instituições financeiras tanto públicas, como o Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e o BNDES, quanto privadas, como o ABN Amro, Santander e Bradesco, não emprestam recursos para os relacionados na "lista suja". A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) também assumiu o compromisso de recomendar aos seus associados que sigam o mesmo caminho e não emprestem ou financiem a essas pessoas físicas e jurídicas.
Ao mesmo tempo, as mais de 80 empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo se comprometeram a acabar com esse tipo de crime em suas cadeias produtivas. Para isso, negam-se a adquirir, direta ou indiretamente, mercadorias produzidas por fazendas da "lista suja". Estão entre as empresas que adotaram esse comportamento as redes varejistas Carrefour, Pão de Açúcar e Wal-Mart, os distribuidores de combustível Ipiranga, Petrobrás e Shell, a indústria têxtil Coteminas, entre outras, representando uma parcela significativa do PIB nacional.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) analisam as propriedades listadas para verificar se estão regulares. Em caso de comprovação de grilagem, as terras poderão ser destinadas à reforma agrária. Resultados prévios desse levantamento apontaram para problemas fundiários em mais da metade das propriedades da "lista suja".
A íntegra da "lista suja" pode ser consultada por meio do serviço de busca emportuguêsinglêsfrancês e alemão no site da Repórter Brasil. A atualização também poderá ser acessada no site do Ministério do Trabalho e Emprego.
Colaboraram Beatriz Camargo, Fabiana Vezzali e Iberê Thenório.
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AL aprova orçamento de R$ 18,1 bi para o Estado

Quarta-Feira, 19/12/2012, 19:01:57 - Atualizado em 19/12/2012, 19:10:51
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Durante a última sessão este ano, os deputados da Assembleia Legislativa do Estado aprovaram, por unanimidade, nesta quarta-feira (19), a Lei Orçamentária do Estado de 2013, que projeta a aplicação de recursos e a revisão do Plano Plurianual (PPA) 2012-2015, também com reflexo para os próximos três anos. O valor aprovado pela Alepa foi de R$ 18,1 bilhões.
Em 2013, o governo do Estado deverá investir cerca de R$ 3,7 bilhões a mais que em 2011, o que representa um aumento de 25,6% no orçamento de todos os poderes constituídos. Com a aprovação, a lei deve ser sancionada pelo governador Simão Jatene.
Entre 248 propostas, 21 foram acatadas. Entre as propostas acatadas no orçamento está a construção de uma quadra coberta de esporte no distrito de Outeiro.
Investimentos
Na área de segurança pública e defesa social, os recursos previstos para 2013 são da ordem de R$ 1,9 bilhão. Está prevista a construção de sete Unidades Integradas Pro Paz (UIPP), nos municípios de Aveiro, Baião, Brejo Grande do Araguaia, Chaves, Colares, Salvaterra e Sapucaia. Será dada continuidade ainda na construção de outras dez UIPPs, em Palestina do Pará, Placas, São Miguel do Guamá, Santarém (uma na cidade e outra em Alter do Chão), Piçarra, Jacareacanga, Novo Repartimento, Castelo dos Sonhos (Altamira) e Almeirim.
Também está prevista no orçamento a construção de quatro novos quartéis da Polícia Militar, em Afuá, Marabá, Redenção e Santa Izabel do Pará, além de cinco novas Delegacias da Mulher, em Ananindeua, Barcarena, Bragança, Cametá e São Félix do Xingu. Outra obra prevista para 2013 é a reforma de 25 unidades policiais, nos municípios de Alenquer, Barcarena, Belém, Bom Jesus do Tocantins, Breves, Bujaru, Cachoeira do Piriá, Canaã dos Carajás, Capanema, Capitão Poço, Curuçá, Dom Eliseu, Eldorado dos Carajás, Faro, Goianésia do Pará, Iritua, Itaituba, Itupiranga, Jacundá, Mãe do Rio, Marabá, Óbidos, Portel, Rio Maria e Santarém Novo. Além disso, o governo vai adquirir um helicóptero, para atender o município de Marabá e entorno.
Na área de proteção e desenvolvimento social, que envolve as políticas de saúde, assistência social, trabalho e renda e justiça, os recursos totalizam R$ 2 bilhões, que serão aplicados, entre outras obras, nas construções do novo Hospital Abelardo Santos e dos hospitais regionais de Itaituba e de Castanhal, e na ampliação e adequação de Hospital de Integração de Capanema.
Na área de infraestrutura e logística para o desenvolvimento sustentável, estão previstos recursos de R$ 1,6 bilhão. Dentre os investimentos, o destaque é o projeto Ação Metrópole, que prevê o prolongamento da avenida João Paulo II e a abertura de uma alternativa viária de acesso à rodovia BR 316.
Na área de promoção social, que agrega os setores de educação, esporte, cultura e lazer, os recursos totalizam R$ 3,2 bilhões. A área de desenvolvimento socioeconômico apresenta previsão de R$ 496,3 milhões. Entre as obras previstas está a construção do centro de convenções dos municípios de Santarém e Marabá.
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Foxconn admite utilização de menores de idade na China

Empresa disse que identificou alguns estagiários com idade inferior ao mínimo legal de 16 anos em uma fábrica em Yantai, na província de Shandong, nordeste chinêsFoxconn ChinaTaipé - O Foxconn Technology Group, maior fabricante mundial terceirizado de equipamento eletrônico, admitiu que utilizou adolescentes a partir dos 14 anos para trabalhar em uma de suas fábricas na China, violando as leis nacionais, em um caso que desperta novas dúvidas sobre o programa de alunos estagiários.


Ativistas dos direitos dos trabalhadores na China acusaram a Foxconn e outros grandes empregadores chineses de usar os estudantes estagiários como fonte barata de mão de obra para as linhas de produção, em áreas nas quais é mais difícil atrair trabalhadores adultos jovens para empregos de baixo salário.
A Foxconn, nome comercial da Hon Hai Precision Industry, de Taiwan, disse que identificou alguns estagiários com idade inferior ao mínimo legal de 16 anos em uma fábrica em Yantai, na província de Shandong, nordeste da China. O número de trabalhadores menores de idade não foi informado.
"Nossa investigação mostrou que os estagiários em questão, com idades dos 14 aos 16 anos, trabalharam naquela fábrica por cerca de três semanas", informou um comunicado distribuído na terça-feira.
"Isso representa não apenas violação das leis trabalhistas chinesas mas das normas internas da Foxconn, e foram tomadas medidas imediatas para devolver os estagiários em questão às instituições educacionais de que provêm." A agência oficial de notícias da China, Xinhua, informou que 56 estudantes menores de idade seriam reconduzidos à escola, mencionando informações de um funcionário não identificado do governo de Yantai.
Os estudantes foram empregados como operários na fábrica depois que a Foxconn solicitou à zona de desenvolvimento em que a fábrica se localiza que a ajudasse a resolver um problema de escassez de mão de obra, no mês passado. Os estudantes foram usados como trabalhadores de linha de montagem para suprir um deficit de 19 mil operários, de acordo com a Xinhua.
A Foxconn é o maior parceiro de produção da Apple, e também fabrica aparelhos para a Dell, Sony e Hewlett-Packard Co, entre outros clientes. Mas informou que a fábrica de Yantai não monta produtos da Apple.
Passo no interior dos abrigos subterrâneos apocalipse que irá poupar alguns humanos Sorte sexta-feira
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]Passo no interior dos abrigos subterrâneos apocalipse que irá poupar alguns humanos Sorte sexta-feiraO abrigo é um completo de 20 metros abaixo da terra e vem equipado com uma válvula de escape separado.
]Depois de colocar uma ordem, e escolher o local, a empresa faz o resto.Abrigo Insider é o quarto pré-fabricada vida agradável (embora eles oferecem sem mobília, abrigos inacabadas também).Um piso removível revela armazenamento subterrâneo de lojas de alimentos e água.

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