sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Corrupção premiada na Camara dos deputados

Após preservarem o mandato do deputado Natan Donadon (ex-PMDB-RO), preso há dois meses por desvio de dinheiro público e formação de quadrilha, congressistas ressuscitaram ontem a defesa de uma "agenda positiva" para tentar diminuir o desgaste causado pelo episódio, que será objeto de questionamento na Justiça.
Palavras como "vergonha", "insensatez" e "desrespeito" pontuaram as falas pública dos parlamentares, apesar de na noite de anteontem só 45% dos deputados terem apoiado a cassação de Donadon na votação secreta.
A manifestação dos congressistas começou logo cedo com o anúncio de votações de projetos que, até ontem, estavam estacionados.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que o Congresso não sofrerá desgaste porque dará uma resposta "pronta, célere e muito eficaz". Ele disse que o Senado votará a emenda à Constituição que determina a perda imediata do mandato de congressistas condenados por determinados crimes.
Mais tarde, o Senado informou que isso só será votado em meados de setembro.
Autor da proposta, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) acusou Renan de ter atrasado a votação da medida várias vezes e se disse descrente de que a Câmara vá ratificar a proposta. "O Congresso faz o possível para cavar sua própria cova."
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que só haverá votações de cassação após a aprovação da emenda que torna aberto o voto.
Mas o projeto, já aprovado no Senado, está ainda em uma comissão especial e levará ainda algumas semanas para estar pronto.
Protegidos pelo sigilo, 131 deputados votaram a favor de Donadon na noite de anteontem. Outros 41 se abstiveram e 108 não votaram. Faltaram 24 votos pela cassação.
"Foi lamentável a posição da Câmara. Demonstra que precisamos urgentemente do voto aberto para a cassação de mandatos", afirmou o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB e provável candidato à Presidência.
Condenado a sete anos de prisão e cassado pelo plenário da Câmara durante o escândalo do mensalão, o presidente licenciado do PTB, Roberto Jefferson, esteve ontem no Senado e disse que a decisão da Câmara "vai dar fôlego às manifestações de rua do 7 de Setembro".
JUSTIÇA
A suspensão do mandato de Donadon após o plenário mantê-lo -decisão adotada por Henrique Alves- será contestada na Justiça.
Num despacho em que não cita qualquer artigo legal, Alves determinou o "afastamento" de Donadon e convocou o suplente, Amir Lando (PMDB-RO), que tomou posse ontem.
O advogado de Donadon, Gilson Stefanes, disse que o ato de Henrique Alves é ilegal e que vai reforçar a ação no STF em que contesta a suspensão do pagamento de salário a Donadon. "Ele [Henrique] é um medroso. É um ato de medo. Medo da imprensa, da opinião pública", disse Stefanes.
Além disso, PSDB e PPS pedirão a anulação da sessão. Os dois partidos argumentam que a Câmara deveria ter decretado a perda do mandato sem levar o caso ao plenário.
Editoria de Arte/Folhapress
trajetoria de donadon
Ficou claro  com a decisão dos deputados federais que privilegiam os corruptos profissionais, os que mais dinheiro desviam em sua  historia politica são premiados como os mmelhores politicos da Camara, ou seja na loteria das eleições eles se reelegem com o dinheiro desviados de obras da saúde da educação e moradia já deixam de reserva pois são como grupos no estilo familia da italia os grupos se protegem quando algo errado acontece em seus golpes de verbas e assim funciona em quase todos as Assembleias e tribunais de justiça que ficam com os processos parados até prescreverem. 

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